A Ucrânia articula um salto industrial para se tornar o maior produtor mundial de drones e robôs militares, com metas que, se confirmadas, superariam a capacidade combinada de potências como China, Rússia e Estados Unidos. Em entrevista à TechRadar, Herman Shynkarenko, ligado à iniciativa Brave1 do Ministério da Defesa ucraniano, descreveu planos para produzir mais de 30 milhões de unidades por ano em um horizonte de poucos anos — projeção de longo prazo que depende de investimento, cadeia de suprimentos e parcerias internacionais.
Em resumo
Entre os pontos centrais de em resumo, destaca-se produção em 2025: O Ministério da Defesa ucraniano estima cerca de 4 milhões de drones FPV fabricados no país ao longo de 2025.
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Produção em 2025 — O Ministério da Defesa ucraniano estima cerca de 4 milhões de drones FPV fabricados no país ao longo de 2025.
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Meta para 2026 — Kiev trabalha com objetivo superior a 7 milhões de unidades no ano; com financiamento internacional adicional, autoridades citam potencial de até 20 milhões em 2026.
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Ambição de longo prazo — Declarações recorrentes no setor apontam a meta de 30 milhões de unidades anuais em drones e robôs, alinhada à estratégia de autonomia tecnológica.
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Base industrial — Mais de 200 empresas atuam no ecossistema, com nova fábrica em Kiev voltada a drones FPV e investimentos de parceiros ocidentais.
O que disse Herman Shynkarenko
"A Ucrânia quer ser o maior produtor de drones e robôs do mundo, superando qualquer outro país, incluindo China, Rússia e EUA combinados."
Shynkarenko enfatiza que a ambição não se limita à sobrevivência tática na guerra contra a Rússia, mas à construção de um polo exportador de hardware autônomo. A narrativa oficial combina startups locais, parcerias com fornecedores da OTAN e escala de produção que, em 2025, já colocou Kiev entre os maiores fabricantes do setor em volume anual.
Produção industrial entre 2025 e 2026
O salto de escala é recente: antes de 2022, o parque industrial ucraniano de drones era marginal. Em 2025, a produção doméstica atingiu a marca de aproximadamente 4 milhões de unidades FPV, segundo comunicados do governo. Para 2026, o planejamento oficial aponta a produção de mais de 7 milhões de drones de diversos tipos — de FPV a interceptores — com possibilidade de ampliar a capacidade se aliados ampliarem investimento e transferência de componentes.
Projetos como o "Drone Army" e parcerias com fabricantes ocidentais aceleram a cadeia de suprimentos. A nova fábrica em Kiev, financiada com capital internacional, concentra capacidade para drones FPV em escala industrial. Empresas como Skyeton e Varta já exportam para aliados da OTAN, financiando parte da expansão sem depender apenas de doações.
Gastos de defesa e financiamento externo
Dados da SIPRI (Stockholm International Peace Research Institute) mostram que os gastos militares da Ucrânia atingiram US$ 64,7 bilhões em 2024, equivalente a cerca de 34% do PIB — o maior peso militar entre os países analisados na publicação de 2025. Em 2025, a SIPRI estima gastos militares recordes de US$ 84,1 bilhões, reflexo da guerra prolongada e de revisões orçamentárias ao longo do ano.
Não se trata de um valor de US$ 37 bilhões em 2023: esse número confunde-se frequentemente com outros indicadores. A SIPRI destaca, para 2025, US$ 37,9 bilhões em empréstimos ERA do G7 — mecanismo de receita extraordinária vinculado a ativos russos congelados, voltado ao orçamento ucraniano, e não um dado agregado de gastos militares de 2023. Para 2026, Kiev tem pedido a aliados pacotes de apoio na ordem de dezenas de bilhões de dólares para sustentar a produção em escala.
Contexto de mercado
A corrida por drones militares redefine alianças na OTAN e pressiona rivais a encurtar ciclos de P&D. Analistas independentes citam produção anual chinesa majoritariamente voltada ao mercado civil, enquanto Rússia e Ucrânia disputam volumes de hardware de batalha. Para Kiev, consolidar liderança em FPV e robôs terrestres significa exportar não só equipamento, mas também know-how de combate assimétrico testado em campo.
O impacto para o mercado global inclui maior demanda por semicondutores, baterias e software de navegação, com fabricantes asiáticos e ocidentais na cadeia. Para a Ucrânia, a aposta é transformar urgência bélica em vantagem industrial sustentável — meta ambiciosa, mas já ancorada em números verificáveis de 2025 e em metas explícitas para 2026.