O OnePlus Pad 4 aposta num painel IPS de 13,2 polegadas num segmento cada vez mais dominado por OLED, e medições publicadas em 26 de julho de 2026 colocam essa escolha sob escrutínio técnico. Segundo a NotebookCheck, o tablet entrega brilho elevado e tempos de resposta aceitáveis para uso interno, produtividade e escritório, mas ainda fica atrás de rivais OLED em contraste extremo e desempenho sob luz solar direta.
Em resumo
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Painel — IPS de 13,2″ no OnePlus Pad 4
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Brilho SDR — ~924 cd/m² medidos; HDR em ~906 cd/m²
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Destaque — — 37,3 ms (G2G) e 32,6 ms (B2W)
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Limite — fica atrás do Honor MagicPad 4 OLED (~3.084 cd/m² HDR) e perde contraste ao sol
Brilho que impressiona dentro de casa
Os números de luminosidade são o ponto mais forte do conjunto medido pela NotebookCheck. Em modo SDR, a tela do Pad 4 atingiu cerca de 924 cd/m², valor que coloca o tablet acima de muitos painéis IPS convencionais e próximo do que usuários esperam de hardware premium para leitura, vídeo e produtividade em ambientes controlados.
No HDR, o pico medido ficou ligeiramente abaixo do SDR, sem saltos dramáticos de realce por zona. A diferença é pequena na prática cotidiana, mas sinaliza que o pipeline de realce dinâmico não empurra o painel tão longe quanto soluções OLED que combinam pixels autoemissivos com gestão agressiva de brilho por zona. Para quem usa o tablet em sala, quarto ou escritório, o IPS do Pad 4 entrega conforto visual sólido sem depender de condições extremas de iluminação.
Tempos de resposta e o perfil de uso interno
A NotebookCheck registrou tempos de resposta de 37,3 ms na transição cinza para cinza (G2G) e 32,6 ms no salto de preto para branco (B2W). Esses valores não colocam o Pad 4 na linha de tablets voltados a gaming competitivo, mas são compatíveis com rolagem de documentos, navegação na interface e consumo de mídia sem o ghosting evidente de painéis IPS mais lentos.
O perfil medido reforça o posicionamento do aparelho, ambiente interno, produtividade e entretenimento casual. Scroll em páginas longas, anotações com stylus e reprodução de vídeo em apps de streaming tendem a se beneficiar de um painel estável e previsível. Jogos que exigem reação imediata ou animações de alto refresh continuam sendo território onde OLEDs e telas com taxas mais altas mantêm vantagem perceptível.
Onde o IPS perde para OLED no campo aberto
A comparação com rivais OLED expõe o teto do hardware escolhido pela OnePlus. O Honor MagicPad 4, citado no review como referência, alcançou cerca de 3.084 cd/m² em HDR - mais de três vezes o pico do Pad 4 nesse mesmo modo. Em cenas escuras, essa diferença se traduz em contraste mais profundo e pretos mais firmes, características que usuários associam imediatamente a painéis premium.
Sob luz solar direta, o IPS do Pad 4 perde legibilidade e contraste de forma mais evidente. Brilho elevado em laboratório não elimina a reflexividade inerente à tecnologia nem a limitação de pretos quando a luz ambiente compete com o conteúdo na tela. Quem pretende usar o tablet ao ar livre, em viagens ou em ambientes com janelas sem controle de incidência encontra aqui o argumento mais claro a favor de OLED ou de telas com tratamento antirreflexo mais agressivo.
Por que a perícia física importa para escolher tablet
Reviews baseados em medição instrumentada no laboratório, como o da NotebookCheck, cortam o ruído de fichas técnicas genéricas e de comparações puramente de preço. Brilho, tempo de resposta e comportamento em HDR só revelam limites reais quando medidos no mesmo protocolo, e foi isso que permitiu contrastar o Pad 4 com o MagicPad 4 em termos concretos, não apenas de marketing.
Para o comprador atento, a lição é direta, o OnePlus Pad 4 oferece um IPS capaz de competir com muitos OLEDs em cenários domésticos, mas não os substitui quando brilho extremo, contraste profundo ou uso externo são prioridade. A decisão de compra deixa de ser binária entre "IPS ruim" e "OLED bom" e passa a depender do ambiente onde o tablet vai viver de fato.