Microsoft encerra Copilot em celulares e consoles e remove botão de apps do Windows
A Microsoft está promovendo uma reformulação profunda na estratégia do Copilot, seu assistente de inteligência artificial. A líder da divisão Xbox, Asha Sharma, anunciou oficialmente o encerramento do Copilot no aplicativo mobile e nos consoles da empresa. A decisão marca uma mudança significativa na postura da gigante de tecnologia em relação à sua ferramenta de IA, que vinha sendo questionada por não entregar os resultados prometidos.
Jacob Andreou, Vice-Presidente Executivo ligado diretamente ao Copilot, endossou publicamente a decisão de remover o assistente de locais onde ele "não cumpre o que promete". O apoio de um executivo sênior da própria divisão do Copilot à decisão de "enterro" da ferramenta em determinadas plataformas evidencia a magnitude da reavaliação estratégica em curso. Não se trata apenas de um ajuste tático, mas de uma reconsideração fundamental sobre onde e como o Copilot deve operar dentro do ecossistema Microsoft.
No âmbito do Windows, o presidente da divisão Pav Davuluri já havia anunciado em março a remoção de botões desnecessários do Copilot de aplicativos nativos do sistema operacional. A Ferramenta de Captura, Fotos, Widgets e Bloco de Notas perderam o botão de acesso rápido ao assistente de IA. Essa ação faz parte de um esforço para simplificar a interface do Windows 11 e remover funcionalidades que os usuários não estavam utilizando de forma efetiva.
A reformulação não se limita ao Copilot. A Microsoft está passando por uma reestruturação completa das lideranças no Xbox, com a integração de profissionais de IA vindos da divisão CoreAI. Essa movimentação indica que a empresa está redefinindo suas prioridades estratégicas, concentrando recursos em áreas onde a inteligência artificial pode gerar valor mais concreto e mensurável.
O impacto dessa decisão reverbera por todo o mercado de tecnologia, pois sinaliza que mesmo as maiores empresas do setor estão aprendendo que implementar IA por implementar não é suficiente. O Copilot precisará passar por uma reinvenção significativa para recuperar seu espaço dentro do ecossistema Microsoft, caso a empresa decida mantê-lo ativo em outras plataformas.