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Ciência07 de maio de 2026 às 16:51Por ELOVIRAL9 leituras

DNA identifica Harry Peglar e mais 3 marinheiros da Expedição Franklin 180 anos após tragédia

Uma descoberta científica extraordinária está redescrevendo a história da Expedição Franklin, uma das mais enigmáticas tragédias da era polar. Pesquisadores utilizaram técnicas avançadas de análise de DNA para identificar mais quatro marinheiros que participaram da expedição de 1845, incluindo o capitão do foretop Harry Peglar, quase 180 anos após a perda dos navios Erebus e Terror no Ártico canadense.

A Expedição Franklin e Seu Mistério

A Expedição Franklin partiu da Inglaterra em 1845 com 129 homens a bordo dos navios HMS Erebus e HMS Terror, com a missão de mapear a Passagem Noroeste (Northwest Passage). Os navios ficaram presos no gelo da baía de Queen Maud, na atual Nunavut, Canadá, e toda a tripulação morreu em circunstâncias que permanecem parcialmente envoltas em mistério até hoje. Durante décadas, arqueólogos e historiadores trabalharam para descobrir o que aconteceu com os marinheiros, e as descobertas recentes estão oferecendo respostas nunca antes possíveis.

A Ciência por Trás da Identificação

O estudo, publicado no Journal of Archaeological Science,Reports e no Polar Record, representou um marco na aplicação de técnicas genéticas à arqueologia histórica. Os pesquisadores coletaram amostras de DNA de descendentes distantes das famílias dos marinheiros, criando uma base de dados genética que permitiu comparações com restos mortais encontrados em sítios arqueológicos. Harry Peglar foi identificado especificamente através desta metodologia, permitindo finalmente dar nomes a fragmentos de história que permaneciam anônimos por quase dois séculos.

Impacto para a História e Arqueologia

A identificação dos marinheiros vai além do feito científico, oferecendo insights valiosos sobre a composição da tripulação e as condições enfrentadas durante a expedição. Cada nome recuperado representa uma vida perdida e uma família que aguardou por décadas sem saber o destino de seus entes queridos. Os pesquisadores continuam trabalhando para identificar outros membros da expedição, e novas descobertas devem surgir à medida que mais amostras genéticas forem coletadas e analisadas.

Legado da Expedição Franklin

A Expedição Franklin tornou-se um símbolo duradouro da exploração polar britânica e seu mistério continua fascinando historiadores e o público geral. Os navios Erebus e Terror foram localizados em 2014 e 2016 respectivamente, permitindo novas pesquisas no local da tragédia. Esta identificação de DNA representa a convergência entre história, arqueologia e ciência genética, demonstrando como tecnologias modernas podem revelar detalhes que documentos históricos jamais conseguiriam fornecer.

Principais descobertas do estudo,

  1. Identificação de Harry Peglar, capitão do foretop
  2. Reconhecimento de mais três marinheiros da expedição
  3. Uso de DNA de familiares distantes para comparações
  4. Publicação em journals científicos de prestígio

A identificação desses marinheiros representa não apenas um feito técnico notável, mas também uma forma de honrar a memória dos homens que perderam suas vidas em uma das expedições mais trágicas da história da exploração polar.

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Fonte: gizmodo.com

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