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Tecnologia09 de maio de 2026 às 04:13Por ELOVIRAL13 leituras

Demitidos da Oracle tentaram negociar melhor indenização e a empresa disse não

A Oracle realizou uma demissão massiva em março de 2026, enviando notificações por email para aproximadamente 20.000 a 30.000 funcionários. Após a demissão, um grupo significativo de empregados tentou negociar melhores condições de indenização com a empresa, mas a Oracle recusou qualquer negociação, segundo relatório do TechCrunch.

O Pacote de Indenização Oferecido

A oferta padrão da Oracle consistia em quatro semanas de salário base, acrescidas de uma semana adicional para cada ano de serviço, com um teto máximo de 26 semanas. Embora esse valor possa parecer razoável em comparação com demissões anteriores em outras big techs, os empregados demitidos argumentaram que estava aquém do que empresas como Meta e Google haviam oferecido em suas próprias rodadas de cortes.

A Questão das Ações Não Vestidas

O ponto mais controverso da demissão envolveu a compensação em ações. A Oracle não acelerou o vesting dos Restricted Stock Units (RSUs), o que significa que muitos empregados perderam valores substanciais em ações que ainda não haviam completado o período de carência. Um exemplo dramático mostrado no relatório indica que um único empregado perdeu aproximadamente US$ 1 milhão em ações que estavam a apenas quatro meses de serem totalmente adquiridas.

Petição e Resposta da Empresa

Mais de 90 empregados assinaram uma petição pedindo condições de desligamento similares às oferecidas pela Meta e pelo Google. A Oracle, no entanto, classificou alguns desses trabalhadores como "remote workers" para evitar proteções do WARN Act, a legislação norte-americana que exige aviso prévio para demissões em massa. Essa manobra legal foi criticada por especialistas em direito trabalhista como uma forma de contornar obrigações trabalhistas fundamentais.

Impacto no Mercado de Trabalho Tech

Este caso ilustra a crescente turbulência no mercado de trabalho do setor de tecnologia, especialmente em empresas de software enterprise. A recusa da Oracle em negociar indenizações mais generosas contrasta com movimentos de outras big techs que optaram por oferecer pacotes mais robustos durante seus próprios ciclos de demissão. O precedente estabelecido pela não aceleração dos RSUs pode influenciar decisões de demissões futuras em outras empresas do setor, potencialmente afetando a forma como empregados negociam seus pacotes de compensação em momentos de transição profissional.

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